“Somos caos, emaranhado de experiências”
(O Sujeito é resultado do acaso)

Numa conversa, um colega me disse que “nosso sistema faz ligações “aleatórias” entre aprendizados diferentes que acumulamos durante à vida, e isso nos faz únicos no modo de pensar soluções”. Isso fez muito sentido pra mim, saí da mesa tentando traçar os caminhos pelos quais já passei e percebi que tudo se conectava na hora de criar, que cada experiência tinha uma parcela de responsabilidade pelo modo que via a vida e “meu” design.
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A partir daí percebi que não fazia mais sentido tentar impor uma criação, um “bom-design” à alguém que passou por outras experiências diferentes das minhas. Sentia que minha produção tinha que ser cada vez mais interativa, cada vez menos definida e mais aberta à interferências. Assim surgiu a ideia que regeu meu processo de criação desse trabalho de conclusão de curso.

“Somos likes, shares e selfies”
(Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.)

No contemporâneo valores, informações, relacionamentos, conexões e ideais são voláteis, nos sentimos cada vez mais passageiros, cada vez mais desimportantes, nossa simples existência parece frágil. Por isso parece sensato registrar cada dia, cada expressão, compartilhar com nosso círculo nossa existência. Assim, mesclamos nossa existência em planos virtuais e reais de forma quase imperceptível e cada registro de vida funciona como um suspiro, uma forma de nos atermos à nossa existência, ou de ao menos registrá-la.

“Somos Primitivos"

Uma tribo de humanos primitivos semelhantes a macacos está procurando por comida no deserto africano. Um leopardo mata um dos membros, e uma outra tribo de homens-macacos os afugenta de um poço de água. Derrotados, eles dormem em uma pequena cratera de pedra exposta.
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Um monólito preto se revela no meio do deserto. Eles se aproximam grunhindo e pulando, eventualmente o tocando com cuidado.
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Pouco tempo depois, um dos macacos percebe que ele pode usar um osso tanto como uma ferramenta quanto como uma arma, que o macaco usa para matar uma presa para comê-la. Mais tarde eles conseguem o controle do poço de água ao matarem o líder da outra tribo utilizando-se para tal feito do osso-arma.
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Ainda estamos descobrindo o potencial da nossa imagem.

Guilherme Schneider - UNESP Bauru - 2017